A educação financeira ainda é algo que muitos desconhecem ou não se preocupam em cultivar. Porém, esse tema é extremamente importante, tanto para finanças pessoais como para finanças de empresas e empreendimentos, por exemplo. O propósito da educação financeira é auxiliar as pessoas na administração de seus rendimentos, poupança e investimentos, no consumo consciente e na prevenção de situações críticas. Por isso, as discussões sobre controle financeiro têm sido cada vez mais frequentes. Sua importância é ainda mais evidenciada pelo aumento da complexidade dos mercados financeiros e pelas mudanças demográficas, econômicas e políticas.

Desde o surgimento e consolidação do sistema capitalista, as pessoas procuram – e precisam – se adaptar às relações de troca, domínio e poder, fundamentos dessa base econômica. A educação financeira surge, então, como um auxílio para orientar na tomada de decisões. Ela informa sobre serviços financeiros, necessidades e desejos de consumo, necessidades de poupança, financiamento e juros, investimentos e rendimentos. Em resumo, é o conjunto de informações que ajuda as pessoas a lidarem com sua renda e gestão de dinheiro.

A educação financeira acaba influenciando tanto em finanças pessoais como o mercado financeiro como um todo. Quem a possui acaba aproveitando melhor as oportunidades de produtos e serviços ofertados de forma mais consciente. Além disso, ela encurta o tempo para atingir desenvolvimento financeiro. A educação financeira é importante para o desenvolvimento de uma pessoa, sociedade e país. Pessoas educadas financeiramente contribuem positivamente para a economia.

Todos os dias, precisamos tomar decisões financeiras. E estas acabam tendo algum tipo de impacto, com proporções pequenas ou, até mesmo, gigantescas. Por isso, os estudos de educação financeira envolvem conceitos e técnicas extremamente importantes para a existência de uma gestão eficiente.

Perfis de iniciantes interessados em educação financeira:

  • Iniciantes em cuidado de finanças pessoais
  • Iniciantes em investimentos
  • Quem procura quitar dívidas
  • Quem procura se controlar financeiramente
  • Quem quer evitar problemas financeiros

Educação financeira no Brasil

Embora a educação financeira não seja muito difundida no Brasil, o assunto tem se tornado cada vez mais importante e digno de atenção. Existem algumas iniciativas que transmitem informações financeiras para a população. 

  • A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) disponibiliza cursos e palestras que difundem o conceito de educação financeira por meio de seu Programa Educacional. O programa informa sobre hábitos de poupança, tipos de investimentos e planejamento de finanças pessoais. Além disso, orienta acerca da influência de aprender esses conceitos sobre a economia brasileira.
  • O Banco Central do Brasil (BACEN) desenvolveu o Programa de Educação Financeira. As orientações tratam de planejamento financeiro e ajudam as pessoas a entenderem melhor sobre como funciona a economia, seus agentes e instrumentos. Existem programas direcionados a vários níveis, inclusive ensino fundamental e médio. 

Tais iniciativas possibilitam que a informação chegue a mais pessoas.

Um dos maiores desafios é criar o hábito do controle financeiro. Muitos não param para analisar seus gastos mensais e nem para se planejar. Também é importante lembrar que educação financeira não se trata somente do futuro, mas também do presente e do passado. Planejar faz parte, mas analisar o que pode ser feito no presente e avaliar o que foi feito no passado também são passos importantes. 

Nós estamos aqui para te ajudar nisso. Confira abaixo algumas dicas que separamos para te ajudar a alcançar a educação financeira adequada:

Faça uma análise de sua situação atual

Antes de tudo, é importante saber em que situação você se encontra. Comece com as seguintes perguntas: 

  • Existe algum dinheiro guardado? 
  • Você tem alguma dívida? 
  • Qual é o valor de sua renda total? Quanto há de renda fixa e quanto há de variável (se tiver)? 
  • Quanto de sua renda vai para despesas fixas e quanto vai para outros tipos de despesas?
  • Qual seu estilo de consumo?

Ao responder essas perguntas, você vai conseguir traçar um perfil de consumo para você ou para sua família. A partir disso, é hora de estabelecer um plano de ação. Em geral, ele vai te direcionar para dois lados: quitar dívidas ou começar a poupar.

Planeje seus gastos

Comece fazendo planos para seu dinheiro. Primeiro, anote para onde seu dinheiro está indo. Depois, defina seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Ao lembrar quais são seus gastos e fazer um planejamento, você vai ver como será muito mais fácil evitar o desperdício e gastar com consciência. 

Estabelecer as metas de curto, médio e longo prazo, também ajuda a administrar o dinheiro hoje. Mas, lembre-se de ser realista e estabelecer metas que realmente possam ser alcançadas. Se você estabelece objetivos impossíveis de serem cumpridos, ainda mais no início, as chances de desanimar a acabar desistindo de tudo são bastante grandes.

Uma dica para escrever essas metas é organizá-las em um cronograma. Nele, coloque o tempo e o valor necessários para cada uma das metas. Importante: coloque as metas em um estrutura prioritária, ou seja, em ordem de importância. Dessa forma, você saberá qual quantidade de dinheiro deve separar de acordo com cada meta.

Faça uma poupança

Agora que você já planejou seus gastos, é hora de pensar além. Poupar é importante por dois motivos. O primeiro deles se refere ao fato de que, poupando, fica mais fácil atingir seus objetivos, comprar algo que deseja etc. Já o segundo se refere a criar uma reserva destinada a momentos de crise. Alguns exemplos de imprevistos: carro quebrado, conserto da casa, viagem de emergência, gastos com saúde e coisas do tipo. Por isso poupar é tão importante, afinal, nunca se sabe o que pode acontecer.

Um pensamento errado que a maioria cultiva está baseado no costume de só poupar quando sobra dinheiro. Mas é bem o contrário disso. O dinheiro destinado à poupança precisa ser separado logo no início, fazendo parte de seu planejamento de gastos. Se você esperar que o dinheiro sobre para começar a poupar, vai perceber que, na realidade, ele não vai sobrar.

Comece a investir

Uma alternativa mais rentável e ainda segura para seu dinheiro é realizar investimentos. Investindo, o futuro tranquilo tão almejado pode se tornar ainda mais proveitoso e atrativo. Além disso, quem investe nunca para de receber mesmo após ter se aposentado, por exemplo. 

Os investimentos podem ser mais precisos se forem planejados de acordo com seus desejos e necessidades. Eles podem ser de curto, médio ou longo prazo, dependendo dos seus objetivos.

Siga o seguinte passo: ganhar, economizar e investir. 

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Gastar mais do que ganha? Nem pensar!

O hábito de gastar mais do que se ganha é bastante comum, por mais que possa parecer absurdo. Isso se deve, principalmente, ao consumismo e a facilidade de acesso ao cartão de crédito, por exemplo. Uma forma de se organizar para isso não acontecer é dividir suas despesas do mês entre três grandes grupos, num sistema conhecido como Regra dos 50-15-35:

  • 50% para gastos necessários a fim de se manter;
  • 15% para prioridades financeiras. Pode ser para a quitação de dívidas ou para a poupança;
  • 35% para manter seu estilo de vida. Estes gastos não são necessários e podem ser cortados em momentos de crise.

Corte os gastos com coisas supérfluas

Gastar com coisas sem importância é um dos motivos que levam as pessoas a se endividarem e gastar além do que podem. O consumismo é um hábito que precisa ser combatido aos poucos com atitudes que façam a diferença. Até mesmo as despesas não essenciais, que se referem ao seu estilo de vida, precisam ser administradas com cuidado. Procure sempre mantê-las dentro dos 35% proposto pela Regra dos 50-15-35, a fim de não comprometer seus gastos prioritários.

Ao diminuir os gastos supérfluos, você caminha rumo ao consumo consciente. Uma boa opção é começar cortando itens extras no supermercado e evitando desperdício de água e energia.

Use aplicativos e leia livros de educação financeira

Procure por aplicativos e ferramentas que te ajudem a organizar suas finanças. Eles auxiliam a encontrar uma direção e facilitam seu trabalho. São muito bons para quem não tem tanto tempo para se organizar, pois otimizam seu tempo ao evitar registros manuais.

A literatura também pode ser uma boa aliada na busca de aprimorar sua educação financeira. As leituras trazem dicas e ensinamentos para transformar o comportamento financeiro de seus leitores. 

Apenas comece!

Para ter um real, é preciso dez moedas de dez centavos. Para ter cem reais, é preciso dez notas de dez reais; e assim por diante. O sonho do primeiro milhão pode parecer muito distante, mas não é impossível. Basta começar.

Nem sempre ter estabilidade financeira significa receber mais do que os outros. Algumas vezes alguém que recebe menos pode ter mais equilíbrio que alguém que recebe mais. A saúde financeira está baseada na aplicação e administração inteligente de suas finanças. Ou seja, qualquer um pode adquirir saúde financeira, desde que saiba como administrar bem.

Não existe hora certa para começar a investir em educação financeira. O momento é agora! Quanto mais cedo e mais rápido você começar a entender melhor sobre educação financeira, mais rápido poderá experimentar seus benefícios: tranquilidade e segurança para levar uma vida estável e longe das preocupações que a má administração financeira traz. 

Agora você já sabe mais sobre educação financeira; mas ainda assim sente que tem dificuldade com nomenclaturas do meio? Baixe nosso glossário do mercado financeiro e esclareça suas dúvidas.

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