Quando se ouve falar de investimentos como a compra de ações, sabe-se que quem investiu o dinheiro tomou uma decisão com um risco calculado, esperando um resultado positivo ao final. Na verdade, todo tipo de investimento é assim: gira em torno da especulação, da “aposta”. No mercado de imóveis, um dos mais tradicionais na hora de se investir, a especulação imobiliária é um termo muito utilizado. Mas você sabe do que ela se trata? Continue lendo!

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O que é especulação imobiliária?

A especulação imobiliária é o ato de comprar ou adquirir bens imóveis já tendo em mente o objetivo de vendê-los ou alugá-los posteriormente. A expectativa de quem investe através da especulação imobiliária é a de que o valor de mercado dos bens comprados tenha um aumento até a venda, gerando lucro. 

Esses bens imóveis podem ser desde edifícios, centros comerciais e shoppings centers, até terrenos vazios, sem previsão de construção. O investimento é frutífero quando há uma valorização do espaço geográfico ao entorno. 

A valorização pode ser feita através do desenvolvimento infraestrutural da área (com pavimentação e instalação das redes de esgoto e elétrica, por exemplo) ou com outras construções. Empreendimentos na vizinhança significam aumento nas atividades da região, gerando empregos e atraindo consumidores e moradores.

É um processo que gera seu efeito em cadeia: o interesse inicial de alguns investidores por um local pode chamar a atenção de outros investidores e empreendedores, que também compram bens na área. Os primeiros compradores “apostam”, ou seja, especulam sobre o potencial de desenvolvimento da região e decidem investir. 

Investimentos com base na especulação imobiliária são, muitas vezes, de alta rentabilidade – os resultados que geram costumam estar acima da média. Por outro lado, eles dependem de uma valorização futura, o que significa que o lucro não é imediato.

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Os efeitos da especulação imobiliária 

A especulação imobiliária impacta e muito o local onde é realizada. Com o desenvolvimento da região, áreas antes menos povoadas tornam-se grandes polos sociais. Nesse processo, não somente bairros como também cidades inteiras já surgiram.

A busca por regiões mais distantes dos grandes centros acontece por vários motivos. Um deles parte dos empreendedores, pela necessidade de espaço para construir. Outro parte da própria população, em um desejo de escapar o estresse das cidades. Isso resulta em cidades mais espalhadas, com distâncias entre os pontos de concentração populacional. 

Contudo, apesar de que pessoas procurem por bairros mais tranquilos, também é um requisito que eles sejam de fácil conexão com o centro, onde geralmente ficam as empresas e escritórios onde trabalham. Esse interesse gera uma demanda por uma boa rede de transporte que conecte as duas áreas e/ou mais oportunidades de emprego mais próximas. Ambas as situações incentivam investimentos públicos e privados, que alimentam a especulação imobiliária.  

O impacto da especulação no mercado imobiliário

Na especulação imobiliária o solo é uma mercadoria e, por isso, torna-se sujeito às flutuações e leis do mercado, como a livre concorrência e a lei da oferta e da procura.

O que pode acontecer em áreas urbanas em desenvolvimento é haver um número elevado de terrenos e imóveis que foram comprados como investimento baseado na especulação imobiliária, mas que permanecem sem serem vendidos. Ou seja, mesmo que a região possua boa infraestrutura, os bens imóveis continuam ociosos ou subutilizados. 

Isso acontece porque o(s) investidor(es) estão à espera da valorização dos bens, mesmo que já pudessem ter vendido e lucrado há algum tempo. E por que alguém manteria um investimento parado, sem resgatar seus ganhos?

Bom, para entender, vamos retroceder um pouco. A compra e venda de imóveis é um dos estilos de se investir mais tradicionais que existe, desde a época da posse de terras por famílias, com terrenos que se valorizavam ao longo de gerações. É um investimento que lida com a renda variável e, apesar de ter um risco mais alto, chama a atenção por gerar lucros maiores. 

Apesar disso, não se pode comprar bens imóveis simplesmente pela expectativa de que eles valorizem ou como uma garantia de que haverá retorno em algum momento. Comprá-los e depois mantê-los apenas pela convicção de que continuarão valiosos, independentemente do comportamento do mercado, pode resultar na perda de oportunidades incríveis de rentabilidade. 

E é aí que entra a experiência de mercado. Para se investir, é preciso estudar as possibilidades. Por mais que o termo seja especulação imobiliária (e que especular seja uma característica de todo tipo de investimento), é preciso tomar decisões financeiras inteligentes, pautadas no conhecimento de especialistas. 

Vale a pena investir por meio da especulação imobiliária?

Uma resposta prática: se imaginarmos que a compra do bem imóvel foi certa, feita com o auxílio e todo o conhecimento de um especialista, a valorização futura está praticamente garantida. Quando a especulação imobiliária é bem feita, é um dos melhores métodos de se lucrar para aqueles dispostos a esperar.

Ainda assim, por mais que a aquisição de bens imóveis garanta certa estabilidade, é preciso ter em mente de que o investimento não acaba após a compra. Para que haja o resgate dos rendimentos, o investidor não pode esperar de braços cruzados até o momento da venda: imóveis demandam manutenção constante.

Um patrimônio desse tipo requer gastos para que a estrutura se mantenha conservada, permitindo uma venda por valores superiores aos da compra. Portanto, é preciso prever essas despesas antes de pensar em investir. Além do mais, logo de início o capital necessário para se adquirir o imóvel ou terreno é bem mais alto do que outras modalidades. 

Esse requisito pode acabar restringindo quem consegue participar desse estilo de aplicação financeira. Como opção, alguém pode pensar em alugar ao invés de esperar para vender a propriedade, mas atenção: apesar da rentabilidade mais imediata, os custos de manutenção se mantêm

Por causa desses empecilhos, mas pensando em quem tem interesse em entrar para o mercado imobiliário, hoje já existem diversas aplicações financeiras nessa categoria. Uma delas é o crowdfunding imobiliário: para saber mais, clique aqui e confira nosso artigo completo sobre essa modalidade.
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