Já pensou em investir em Fundos Imobiliários?

Passar a investir em imóveis sempre foi uma linha de raciocínio comum para o brasileiro que deseja ter novas fontes de renda. No entanto, inserir-se nesse mercado também sempre foi uma tarefa complicada devida a fatores como o alto preço de aquisição de uma propriedade e o alto nível de burocracia que envolve essa compra, além dos riscos envolvidos na compra, no aluguel e na venda do imóvel.

Essa realidade começou a mudar com a descoberta de novas formas de se investir em imóveis que não se resumissem apenas à compra e aluguel de um terreno, casa ou apartamento. Os Fundos Imobiliários de Investimento (FIIs), por exemplo, se tornaram uma alternativa comum para quem vê na propriedade fixa uma fonte de rendimento do seu capital.

Mas porquê os FIIs se tornaram uma tendência, como eles funcionam e quais os seus riscos? Neste artigo você vai entender melhor como e em quais circunstâncias você deve considerar se tornar um investidor de um Fundo Imobiliário!

Mas, antes, quer saber quais são os tipos de investimento disponíveis no mercado e descobrir a melhor opção para aplicar o seu dinheiro? É só acessar este artigo!

Antes de mais nada: o que são Fundos Imobiliários?

Pesquisando sobre Fundos Imobiliários, você vai perceber que esse tipo de investimento grande parte das vezes é comparado a um condomínio de investidores, onde cada condômino investe em uma cota e recebe parte do percentual total que o condomínio render ao final de um período de tempo determinado.

Em resumo, os Fundos Imobiliários são nada mais nada menos do que um grupo de investidores que têm um interesse em comum: ativos imobiliários.

A lógica desse tipo de investimento é que, ao se filiar a um grupo maior de pessoas, o investidor consegue ter acesso a títulos financeiros, desenvolvimento de propriedades ou imóveis já finalizados por valores inferiores e com uma taxa menor de riscos envolvidos. Isso acontece, pois, ao se filiar a um FII, a exposição imobiliária passa a ser mais diversa e abrangente do que a compra de um imóvel com a finalidade de aluguel, por exemplo.

Esse cenário do mercado imobiliário se caracteriza pela busca de imóveis comerciais de bom potencial de rendimento, podendo-se investir em propriedades como edifícios comerciais, shopping centers e hospitais. Dessa forma, o Fundo Imobiliário também pode ser comparado à lógica da bolsa de valores, uma vez que funciona através da compra de papeis de um imóvel.

Vamos entender melhor, agora, como funcionam os FIIs!

Como investir em Fundos Imobiliários

Como funcionam os FIIs

Uma das principais características do Fundo Imobiliário é o modo como ele é pensado: diferentemente de tipos de investimentos em que você escolhe onde, como e quanto investir, o FII conta com o intermédio de um gestor. Apesar disso tornar o trabalho do investidor mais simples e rápido, esse modelo de investimento pode apresentar alguns problemas, que veremos mais tarde.

Em um resumo simples, o Fundo Imobiliário funciona assim:

  1. O investidor procura uma instituição financeira, como uma corretora de valores;
  2. A instituição financeira faz a oferta primária do FII (isto é, são apresentados as cotas do fundo, que ficam disponíveis em número limitado);
  3. O investidor decide qual ou quais cotas têm interesse em adquirir e se junta aos cotistas do fundo;
  4. Com a coleta de capital terminada, o gestor tem o papel de analisar e começar a adquirir ativos imobiliários que sejam interessantes dentro da política de investimento proposta anteriormente e que garantam uma boa rentabilidade para o fundo;
  5. Ao final do período de tempo determinado, faz-se a apuração dos resultados obtidos, que são, então, distribuídos entre os quotistas.

É importante saber que, legalmente, os FIIs têm o dever de distribuir entre os cotistas uma taxa de pelo menos 95% dos lucros totais obtidos no período estabelecido. Além disso, a valorização do imóvel implica na valorização da cota. Ou seja, o investidor passa a receber como se fosse um aluguel pelo seu investimento, e esse retorno pode se tornar maior com o passar do tempo.

Uma dica importante é o constante acompanhamento da sua carteira. Exatamente por conta das variações que podem ocorrer no valor da propriedade em que você decidiu por investir, é interessante que você mantenha o controle dos dados do seu rendimento. Isso pode ser feito por meio de relatórios sobre o desempenho do imóvel, a distribuição de proventos nele e as estatísticas históricas a seu respeito, que você pode encontrar no site do emissor do seu Fundo Imobiliário!

Quais os tipos de FIIs

Caso você chegue a decidir investir em Fundos Imobiliários, é importante saber que existe mais de um tipo de aplicação possível nessa categoria. São elas a saber:

  • Fundos de Tijolo: esse tipo de investimento foca majoritariamente em empreendimentos fixos, objetivando a aquisição, construção ou aluguel de imóveis comerciais como shopping centers, hoteis, hospitais e edifícios empresariais. A ideia é que, ao encontrar interessados em fazer uso de tais imóveis, o fundo receba um retorno mensal que será distribuído entre os cotistas daquele projeto;
  • Fundos de papel: nesse outro caso, o fundo é organizado pelo patrimônio proveniente da aplicação financeira no setor imobiliário. Para isso, são comprados títulos do LCI, LCA, CRI e CRA, por exemplo. O rendimento desse tipo de FII vem dos juros, dividendos ou da venda desses títulos;
  • Fundo Híbrido: assim como o nome sugere, esse tipo de investimento se caracteriza pela fusão dos outros dois. Desta forma, o fundo híbrido se dá pela carteira mista de empreendimentos e títulos, ou até mesmo pela cota de outros FIIs.

Quais as vantagens de se investir num FII

Como já falamos, existem várias vantagens que ajudaram a transformar os Fundos Imobiliários numa tendência de sucesso.

A começar pela simplicidade na aplicação, os FIIs estão, hoje, à distância de um clique dos investidores. Além disso, a presença de um gestor do projeto, especialista na área imobiliária, ajuda a incentivar mesmo pessoas que não têm grande conhecimento de mercado a se tornar um investidor.

Outro ponto que faz com que as pessoas se interessem pelo modelo de aplicação é a sua característica de possibilidade de um valor baixo investimento. Isso abre portas para novos investidores e ajuda na diversificação da carteira, que também se qualifica como uma vantagem: ao diversificar seus investimentos, você consegue ter rendimentos mais atrativos mesmo durante períodos desfavoráveis no mercado financeiro.

Outro atrativo é ainda a isenção do Imposto de Renda sobre o rendimento a ser distribuído entre os cotistas, o que torna o retorno de investimento (ROI) maior. Além disso, por conta dessa modalidade se definir em papéis que são negociados na Bolsa de Valores, o risco de não conseguir vender sua cota caso decida parar de investir em determinado imóvel é muito baixo. Inclusive, a valorização no valor das cotas já é um fator esperado nesse tipo de investimento, o que caracteriza a negociação de ações como um dos grandes meios de se ganhar dinheiro nessa modalidade, ou seja, a liquidez é um ponto de interesse no Fundo Imobiliário.

Quais os riscos e desvantagens de se investir num FII

Em um cenário interessante, a maioria dos riscos e desvantagens do Fundo Imobiliário estão ligados exatamente aos seus fatores de benefícios.

Por exemplo, apesar de o fato do FII estar vinculado à Bolsa de Valores ajudar na facilidade de compra e venda de cotas, a volatilidade do mercado incide diretamente sobre o valor dos papeis. Isso pode vir a se tornar uma faca de dois gumes: você pode investir em imóveis que vão valorizar muito, ou dar o azar de aplicar seu dinheiro em um empreendimento que vai sofrer desvalorização, acarretando prejuízos.

Outro risco ligado diretamente às ideias de vantagem da modalidade é a liquidez. Apesar deste já ser um modelo crescente, a quantidade de pessoas envolvidas nele ainda é relativamente baixa, o que atinge a liquidez proposta pelo empreendimento.

O gerente do projeto é mais um ponto de atenção. Caso você escolha investir em um fundo que não tenha um bom gestor, o rendimento das cotas vai ser o primeiro a ser afetado, o que pode levar ao fracasso da sua aplicação.

Ainda outros dois fatores importantes são o risco de vacância e o risco de inadimplência. Exatamente pelo FII de tijolo funcionar por meio da lógica de aluguel, o investidor fica sujeito tanto ao número de imóveis alugados (quanto menos locatários, menor a rentabilidade devolvida aos cotistas) e à possibilidade do atraso ou falta do pagamento por parte de quem aluga o espaço.

Por fim, o FII funciona a base de taxas. Por isso, é importante estar ciente de que o investidor deve pagar a taxa de administração (referente a presença do gestor no projeto) e a taxa de corretagem, por exemplo.

Afinal, vale a pena investir no Fundo Imobiliário?

Assim como outros tipos de investimento, o Fundo Imobiliário possui suas vantagens e riscos e sua escolha em investir nessa modalidade vai depender, principalmente, dos seus objetivos com esse projeto financeiro. No entanto, é interessante, antes de bater o martelo, pesquisar sobre outros métodos de investimento!

O mercado financeiro tem vivido uma reviravolta devido ao desenvolvimento cada vez maior das FINTECHS. Isso significa que, se seu interesse no investimento em FIIs partiu principalmente da praticidade proposta por ele ou até mesmo da ideia de se desvencilhar das antigas práticas de investimento e apostar em algo novo, é possível encontrar outras formas de aplicar seu dinheiro que partem desses mesmos princípios.

E, caso você não saiba o que são as FINTECHS e seu poder de revolucionar o mercado, é só clicar aqui!

Além disso, se o fator que te levou a considerar o FII foi a sua característica de grupo de investidores, baixos tickets de entrada e diversificação de carteira, você pode descobrir que o crowdfunding imobiliário é ainda melhor para você! Isso porque, além de também se basear nessas ideias, o financiamento colaborativo ainda te apresenta outros benefícios interessantes, como a chance de escolher os projetos que deseja investir. Sem a necessidade de um gerente, além de você não pagar taxas a mais, no crowdfunding você tem uma autonomia maior para escolher quais propostas combinam mais com o que você deseja alcançar!

Se a rentabilidade é o ponto chave do seu investimento, o financiamento coletivo te proporciona ainda outras vantagens que não o Fundo Imobiliário: o FII tem uma rentabilidade que varia, geralmente, entre 0,6% e 0,7% ao mês, enquanto o crowdfunding imobiliário essa taxa pode chegar a um valor mensal de até 1,5%.

No fim, apesar de parecerem similares, o FII e o crowdfunding apresentam muitas  diferenças entre suas propostas, e isso pode te ajudar na hora de escolher o tipo de investimento certo para você! Se você ainda tem dúvidas e quer saber mais sobre como o crowdfunding pode te ajudar a render (e muito!) seu dinheiro aplicado no mercado de imóveis, é só clicar no link para ter acesso a um ebook completo sobre o tema!

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