Quando se fala em investimentos, pode parecer que investir muito é o segredo para uma boa rentabilidade. Mas, não é bem assim, ainda mais se você está começando e/ ou não tem muito dinheiro. Hoje, nós viemos te mostrar que dá para investir menos, mas com qualidade, segurança e rentabilidade. E uma ótima opção para começar, é investir 1000 reais. Tanto em investimentos arriscados quanto em investimentos seguros é possível investir 1000 reais e ter sucesso. 

Nós separamos algumas dicas de lugares e opções e também de como fazer seus investimentos. Além disso, explicamos termos do mercado financeiro, como taxa básica de juros (taxa Selic), liquidez diária, tipos de taxas, renda fixa, renda variável etc. Tudo isso para você sair muito bem informado sobre investimentos.

Se você quiser saber mais sobre outros termos do mercado financeiro, acesse nosso glossário clicando na imagem abaixo:

glossario do mercado financeiro

Mas, antes de começar, é preciso estabelecer algumas coisas. Primeiro, escolha o perfil de investidor no qual você se encaixa melhor. Basicamente, existem dois perfis, um mais conservador, que gosta de segurança e não quer correr grandes riscos, e o perfil mais arriscado, que busca maiores rendimentos em um menor espaço de tempo. Com isso em mente, responda à pergunta:

Quando se trata de fazer um investimento, você prefere ter mais segurança ou ter melhores rendimentos?

Respondeu? Parece simples, não é mesmo? Mas faz muita diferença na hora de escolher o destino de seu investimento. De agora em diante, baseado em sua resposta, siga para os textos abaixo. Você vai descobrir onde e como investir 1000 reais.

Caso você nunca tenha investido e ainda não conheça muito bem o seu perfil, não há problemas! Você pode acompanhar os dois perfis abaixo. Conhecendo as opções de ambos os perfis, você terá um norte sobre qual caminho se encaixa melhor com suas preferências.

Perfil conservador

Tesouro Selic

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional do Brasil em parceria com a B3 (antiga BM&F Bovespa) – Bolsa de Valores do Brasil. É por meio do Tesouro Direto que pessoas físicas podem realizar compra e venda de títulos públicos federais através da internet. Os títulos públicos federais são de renda fixa, ou seja, a remuneração e o prazo referentes ao investimento já são definidos no momento da aplicação. 

Na realidade, dá para investir a partir de 30 reais no Tesouro Direto. Não à toa é a escolha preferida de muitos consultores financeiros. Para quem está acostumado com a segurança da poupança mas insatisfeito com sua baixa rentabilidade, este tipo de investimento é uma escolha realmente satisfatória. Aqui, a simplicidade e segurança de investir na poupança estão igualmente presentes, entretanto, a rentabilidade é muito maior. 

Os investimentos no Tesouro Direto funcionam como uma empréstimo que o investidor faz ao governo, e este, o remunera por isso – com juros, claro. 

Como começar?

Para começar a investir, é preciso acessar à plataforma de negociação online. Lá, você encontra uma lista com diferentes opções de títulos públicos disponíveis. Cada um apresenta seu prazo, sua taxa de rendimento, valor mínimo e valor unitário. 

Dentre eles, queremos destacar o Tesouro Selic. Além de outras vantagens, aplicar no Tesouro Selic é uma boa opção para quem deseja ter a possibilidade de resgatar o dinheiro aplicado antes da data de vencimento sem perdas. O investidor pode resgatar seu investimento a qualquer momento, se surgir uma emergência, por exemplo.

O Tesouro Selic é um investimento de renda fixa. Como já explicamos acima, a renda fixa permite ao investidor prever de que forma seu dinheiro será remunerado logo no momento da aplicação. Algo bem diferente das ações, por exemplo – um tipo de investimento bem mais arriscado e bastante incerto. Além da rentabilidade mostrada, o investidor recebe a variação da taxa Selic, atualmente em 6,50% ao ano.

Dentre os investimentos de crédito, este é o investimento de menor risco do país, ou seja, o risco de levar calote é mínimo, ainda mais se comparado a outros tipos de aplicações. Por mais que a dívida pública do país seja alta, instituições privadas estão mais sujeitas a não pagar do que o governo.

Ainda, se seu objetivo é investir 1000 reais, ou até 1000, o Tesouro Selic é o investimento de renda fixa com mais resultado, sendo o mais rentável. Isso se deve graças ao fato de ele pagar sempre 100% da variação da Taxa Selic, independente do valor aplicado. Nesse caso, tanto investimentos maiores quanto menores têm a mesma rentabilidade. Em outras aplicações de renda fixa, a rentabilidade varia de acordo com a quantidade de dinheiro investida. 

A liquidez diária também pode ser algo importante para você. A liquidez mede a facilidade de resgatar o valor aplicado. Um investimento que possui liquidez diária, como o Tesouro Selic, pode ser vendido ou resgatado em qualquer dia, dependendo somente da escolha do investidor. Dessa forma, mesmo que o prazo estabelecido no momento da aplicação seja longo, o investidor consegue vender ou resgatar e ainda manter a rentabilidade. Não há prejuízo em vender antes do prazo, já que há sempre o pagamento da variação da taxa Selic. Além disso, se o investidor não quiser vender o título inteiro, ele pode vender uma fração. Assim, ele resgata parte do dinheiro mas mantém outra parte ainda investida. Essa característica torna o Tesouro Selic uma boa opção para quem quer ter uma reserva de emergência. 

E por último, mas não menos importante, o investidor não precisa esperar a data de aniversário do investimento, sendo possível resgatar o dinheiro com rentabilidade. Diferente da poupança, em que é preciso esperar o aniversário.

Custo do investimento

Independente de ser Tesouro Selic ou não, quando compra qualquer título no Tesouro Direto, o investidor para uma taxa de custódia de 0,25% ao ano. Até o ano passado a taxa era de 0,3%. A taxa é paga para a B3 independente da corretora escolhida. Além dela, de acordo com a corretora, o investidor pode ter que pagar uma taxa de corretagem de até 2% ao ano. Porém, existem instituições que não cobram essa taxa. Algumas poucas corretoras independentes de bancos também cobram taxas para realizar saques ou transferência de dinheiro para uma conta corrente. Mas, fique tranquilo, pois a maioria não cobra. 

Importante lembrar: os títulos públicos são tributados pelo Imposto de Renda, que segue a tabela regressiva, com alíquota (percentual ou valor fixo aplicado para calcular o valor do tributo) variando entre 15% e 25%. Em aplicações de até 180 dias, a alíquota de IR é de 22,5% sobre o lucro obtido; em aplicações de 181 a 360 dias, de 20%; em aplicações de 361 a 720 dias, de 17,5%; e em aplicações acima de 720 dias, de 15%.

Fundos DI

Os fundos de investimento também são uma boa opção para aqueles que procuram por mais segurança e têm pouco dinheiro. Uma facilidade é para quem não tem muito tempo ou não gosta de se preocupar tanto, pois o investidor pode deixar a responsabilidade nas mãos do gestor de aplicação. A maioria das aplicações são em investimentos de renda fixa, reforçando, mais uma vez, a segurança e previsibilidade da aplicação. A rentabilidade acompanha as variações da taxa DI. Além disso, os fundos DI estão vinculados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Eles acompanham os juros aplicados nos empréstimos bancários. 

Apesar das vantagens, é preciso ficar atento para uma questão. As taxas de administração podem ser muito altas e acabar não compensando tanto. Nesse caso, vale a pena calcular qual investimento é mais rentável: Tesouro Selic ou fundos DI. Os fundos DI não compram ativos (bens, valores, créditos, direitos etc) de risco. Por isso, é mais difícil atingir 100% da taxa DI devido a cobrança das taxas de administração. Mas, também, assim como o Tesouro Selic, há liquidez diária já que a maioria dos fundos de investimento não têm prazo de vencimento.

Em geral, o investidor escolhe entre os fundos de inflação e os fundos de crédito privado. Os fundos de inflação são aplicações em fundos atrelados ao Tesouro IPCA+, título público emitido pelo Tesouro Nacional. A rentabilidade do Tesouro IPCA+ é baseada na inflação e nos juros prefixados (estipulados no momento da compra). No caso dos fundos de inflação, se a taxa básica de juros (Selic) subir, o rendimento dos fundos de inflação pode ser afetado. Já os fundos de crédito privado são títulos emitidos por empresas privadas. Nesse caso, o risco está nas próprias empresas.

Custo do investimento

A taxa de administração varia entre 1% e 5% ao ano. É importante medir se o valor investido é suficiente para ter boa rentabilidade, dado as taxas administrativas. 

A tributação do Imposto de Renda é cobrada por meio de um sistema conhecido como come-cotas. Nesse sistema, o imposto é cobrado duas vezes ao ano – maio e novembro – e é  deduzido por meio da redução do número de cotas do fundo.

Os fundos de investimento também podem ter aplicações em ações e multimercado, além da renda fixa. A maioria desses, embora mais instáveis que a renda fixa, apresentam boa remuneração e riscos mais baixos.

Perfil arriscado

Ações

A Bolsa de Valores é uma ótima opção para quem deseja maior rentabilidade em prazos menores e não se preocupa ao fazer investimentos mais arriscados. Você já deve ter ouvido falar que somente investidores com muito dinheiro investem na Bolsa. Mas nós estamos aqui para desmentir essa ideia. Na realidade, mesmo quem tem pouco dinheiro pode investir. Isso se dá pelo fato de que não há aportes (contribuição financeira que uma empresa recebe de um investidor) mínimos estabelecidos para adquirir os lotes de ações.

Para quem não tem muito dinheiro e está começando no universo de investimentos, na Bolsa você pode investir no mercado fracionário. Nele, as ações podem ser negociadas sem lote mínimo e há possibilidade de o investidor adquirir a quantidade de ações que desejar. No mercado comum de ações, os ativos são negociados em lotes de 100. Ou seja, o investidor precisa negociar sempre em 100, 200, 300, 400 ou mais ações. Já no mercado fracionário, ele pode comprar apenas uma ou  duas, dez, vinte, e assim por diante.

Para acessar ao mercado fracionário, utilize o Home Broker (principal meio de acesso à Bolsa de Valores) de sua corretora e busque pelas ações que possuem a letra “F” no final.

Importante lembrar que este tipo de investimento é mais indicado para quem já tem uma reserva de emergência e não vai precisar do dinheiro a curto prazo. É interessante que o investidor tenha um objetivo nesse caso, já que são investimentos ligados a longo prazo. Ter um objetivo motiva o investidor a poupar mais e a fazer pequenos sacrifícios.

Como começar?

Um modo simples de aplicar dinheiro em ações é por meio do fundo de investimento em renda variável. A maior parte deles está vinculada ao índice Ibovespa. Esse índice pode ser chamado de “termômetro da Bolsa brasileira”, pois mede se o mercado de ações subiu ou caiu em um determinado período.

O interessante desse tipo de investimento é a diversificação das aplicações. O investidor pode, por exemplo,investir em um fundo de ações que envolva vários setores, como consumo, bancos e shopping.

Custo do investimento

Ao investir em ações, o investidor precisa pagar três tipos de taxas: a taxa de corretagem, a taxa de emolumentos e a taxa de custódia. A taxa de corretagem é cobrada pelas corretoras de valores a cada negociação de compra e venda de ativos na Bolsa de Valores; a taxa de emolumentos (lucros) é cobrada pela Bovespa para cada operação de compra e venda de ativos. E, por último, a taxa de custódia, é cobrada mensalmente pelas corretoras para armazenar os títulos ou ações. Ela pode ter tanto um valor fixo ou um percentual, de acordo com o valor dos papéis guardados.

Existem instituições que não cobram taxa de corretagem. Basta procurar aquela que se encaixa melhor com seu perfil e propósitos. 

Não esqueça! É preciso bastante cuidado ao investir na Bolsa de Valores. Saber quais são os riscos de seu investimento vão te ajudar a não perder dinheiro e alcançar excelentes rendimentos. Por isso, estude muito bem as ações antes de comprá-las. Além disso, fique de olho nas notícias para saber o que pode acabar impactando o mercado financeiro.

Fundos Imobiliários

Comprar imóveis como forma de investir é algo cultural do brasileiro. Mas, investir em fundos imobiliários pode ser mais simples, lucrativo e prático, além de ser bastante seguro. Os FIIS, de renda variável, costumam ser mais lucrativos que a renda fixa a longo prazo e mais seguros que ações a curto prazo. Resumidamente, o fundo de investimento imobiliário é o meio pelo qual vários investidores aplicam seu dinheiro que será gerenciado por um gestor profissional. O gestor administra de acordo com uma estratégia predefinida e, em troca, o investidor paga uma taxa de administração.

Como começar?

Quando você investe em um FII, você adquire cotas por meio da Bolsa de Valores. As cotas variam, valorizando e desvalorizando de acordo com o mercado financeiro para o fundo. Esses lucros obtidos são chamados de Ganho de Capital. Outra forma de rentabilidade, são os lucros conseguidos pelo gestor do fundo através de aluguéis e outros recebíveis. A lei estabelece que todo FII é obrigado a dividir pelo menos 95% dos seus lucros com os cotistas. Esse tipo de lucro varia de acordo com o fundo e pode ser pago a cada mês, semestre ou ano. Além disso, ele é isento de Imposto de Renda.

O índice que mede a performance média dos FIIs listados na Bolsa de Valores é o IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários). Se comparado à Ibovespa (termômetro da Bolsa de Valores) e à poupança, o IFIX apresenta boa valorização ao longo do tempo e maior estabilidade, enquanto a Bolsa é bastante instável e a poupança rende muito pouco. Além disso, há o lucro dos aluguéis, como mencionado mais acima, fora a variação do IFIX.

Entre as vantagens de investir em fundos imobiliários, estão: um profissional que gerencia seu investimento; isenção do Imposto de Renda na distribuição de lucros; opção de investir com menos dinheiro; perspectiva de crescimento do mercado imobiliário e possibilidade de ser sócio de grandes empreendimentos como shoppings, hospitais, faculdades etc.

É importante se lembrar que, assim como investir na Bolsa de Valores, investir em fundos imobiliários tem seus riscos. Os principais são: risco de mercado (valorização e desvalorização do ativo); risco de liquidez (caso você queira vender suas cotas não encontre compradores interessados; risco de vacância (ficar sem inquilinos); risco de inadimplência (quando um inquilino não paga aluguel e demais valores devidos); risco físico (desastres naturais como enchentes) e risco de sazonalidade (principalmente em investimentos em shoppings e lojas que variam a quantidade de vendas de acordo com a época do ano). Além disso, algo que pode ser apontado como desvantagem é a taxa de administração paga ao gestor. Por isso, é muito importante estudar e pesquisar acerca das opções de investimento dos fundos imobiliários.

Custo do investimento

Taxa de administração paga ao gestor profissional.

Crowdfunding

Também se caracteriza como um investimento imobiliário, mas é uma opção mais direta e simples. O crowdfunding funciona como investimento coletivo, em que vários investidores aplicam juntos num mesmo empreendimento. O investidor compra diretamente do empreendedor, sem precisar pagar taxas a um gestor profissional. No crowdfunding, os investimentos podem ser em incorporações imobiliárias, empreendimentos de renda, como também na compra de participações de imóveis comerciais. Esse investimento possibilita ao investidor saber qual o destino de seu dinheiro de forma mais clara (para qual imóvel ele está sendo destinado).

Uma grande vantagem é a maior rentabilidade, principalmente se comparada aos fundos de investimento imobiliários. No crowdfunding, as rentabilidades podem chegar a 1,5% ao mês, (20% ao ano) – mais ou menos o dobro dos FIIs, que chegam a 0,7% ao mês, (9% ao ano). 

Outra vantagem é a não oscilação de cotas. O investidor compra um papel fixo, cujo valor não varia de acordo com a oferta e procura pelo papel. Quando se trata de FII, o valor das cotas pode oscilar dependendo de uma crise ou muitas retiradas do fundo, por exemplo. Além disso, o cadastro e o investimento é muito mais simples. Você pode criar uma conta em uma plataforma disponível, assinar o contrato digital e pagar um boleto. Dessa forma, seu investimento está garantido sem você precisar gastar muito tempo e sem envio de documentos e verificações bancárias. 

Como começar?

Aqui na INCO, você pode começar investindo 1000 reais. Nós conectamos investidores – que têm acesso a um mercado rentável e seguro – a empreendedores – que podem ter centenas de investidores em seus empreendimentos. Nosso foco é em projetos de mercados base da economia real, como: mercado imobiliário, indústria, energia, mobilidade, telecomunicações, dentre outros. Lembrando que o investidor não precisa pagar taxas.

Para começar a investir com a INCO, é muito fácil:

  • Passo 01: Complete seu cadastro;
  • Passo 02: Selecione o empreendimento mais adequado ao seu perfil de investidor;
  • Passo 03: Faça a reserva de seu investimento com o valor que deseja investir;
  • Passo 04: Assine o contrato digitalmente;
  • Passo 05: Gere o boleto e efetue o pagamento. Em breve nossa equipe confirmará o pagamento e mudará o status da sua reserva para confirmada;
  • Passo 06: Aguarde a confirmação do sucesso da captação;
  • Passo 07: Confirmada a captação o seu contrato estará validado e seu investimento confirmado;
  • Passo 08: Agora está tudo pronto, acompanhe seu investimento na sua página do investidor e aguarde até o recebimento dos seus rendimentos.

Você também pode acessar nosso material complementar para descobrir seu perfil de investidor e outras formas de como investir a partir de R$1000 de forma segura e rentável.

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