O mundo está vivendo a chamada 4ª Revolução Industrial. Isso significa que estamos em um momento em que o setor produtivo tem se voltado para soluções mais customizadas, que podem ser disseminadas em larga escala e que não precisam ser estocadas. As grandes protagonistas desse movimento inovador têm sido as Startups e, mais recentemente, as Fintechs (startups financeiras).

Mas, se o conceito ainda parece um pouco abstrato para você, vamos aos exemplos mais práticos e que, muito provavelmente, fazem parte do seu dia a dia, para clarear as coisas!

Vamos supor que você precisa ir a algum compromisso e está sem tempo para ir a um restaurante almoçar. Utilizando um aplicativo como o iFood ou o UberEats para otimizar o seu tempo, você pede uma refeição no trabalho e decide se atualizar naquela série da Netflix enquanto espera a entrega. Logo após, escolhe pedir um transporte alternativo, utilizando aplicativos como a Uber ou o Cabify, para o local do suposto encontro e aproveita o tempo da corrida para dar uma olhada em sua situação financeira no Guia Bolso, em seu celular.

Todos esses processos foram mediados por empresas que só vieram a existir graças à revolução tecnológica provinda da 4ª Revolução Industrial, a qual mencionamos no início do texto.Mas, o que fintech tem a ver com toda essa história?, você deve estar se perguntando. A nossa resposta é simples: os mais variados mercados foram se adaptando a um novo perfil de consumidor, que veio emergindo e se fortalecendo com o avanço da 4ª RI. E, assim como eles, o setor financeiro também deu início a uma renovação no seu modo de ser e de interagir com o público — e é exatamente nesse novo modo de se portar no campo econômico que se inserem as fintechs!

Fintech: tudo o que você precisa saber sobre essa nova tendência

O conceito de fintech ainda está bem amplo, certo? — e o objetivo deste artigo é exatamente o contrário. Por isso, vamos esmiuçar a ideia de uma fintech e, assim, você vai entender os motivos que estão levando essa a ser uma tendência cada vez mais forte e presente no cotidiano brasileiro! Mas antes, vamos entender um pouco sobre o surgimento dessa nova modalidade financeira.

História das fintechs

A questão envolvendo a primeira fintech do mundo é um tanto nebulosa, mas muitos especialistas consideram o PayPal como a primeira fintech. O PayPal foi fundado nos Estados Unidos, em 1998, e trata-se de um aplicativo que permite ao cliente fazer pagamentos e transferência de dinheiro sem a intermediação de bancos. Apesar de ter surgido há 20 anos, foi só em 2008, dez anos depois, que as fintechs ganharam força. Isso aconteceu graças à crise financeira global instaurada após a falência do banco de investimento Lehman Brothers, que deu início a uma série de problemas financeiros ao redor do mundo.

Agora que você já sabe como tudo começou, é hora de entender de uma vez por todas o que são essas startups financeiras.

O que é uma fintech, afinal?

Se quebrarmos a palavra, fica mais fácil compreender seu significado: derivada da junção de origem inglesa das palavras finance e technology, uma fintech nada mais é do que uma empresa que procura reescrever sua forma de prestar serviços financeiros baseando-se inteiramente na tecnologia. As fintechs são startups — empresas de tecnologia recentes que possuem alto potencial de crescimento — que desenvolvem produtos ou serviços financeiros.

Ancorado em uma das principais motivações de uma startup, uma fintech surge a partir da ânsia de criar soluções práticas e inovadoras para as dores que um determinado público apresenta. No entanto, uma fintech se diferencia levemente das demais startups, uma vez que, enquanto a primeira visa englobar diferentes setores contemplados especificamente pelo mercado financeiro, a segunda já apresenta um leque maior de aplicação de ideias.

Exatamente por se sustentar à base de tecnologia, uma fintech consegue ser menos burocrática, mais prática e propor soluções mais inovadoras do que outras instâncias do setor financeiro tradicional. Essas são características que, por beneficiar o usuário de inúmeras formas, têm feito o público migrar cada vez em maior peso para esse novo tipo de empresa.

A relação das fintechs com os bancos tradicionais

Exatamente por se fazerem de serviços antes garantidos à instituições financeiras, uma dúvida comum que surge ao falar sobre fintechs é acerca de sua relação com os bancos tradicionais.

Apesar de parecer quase natural um cenário em que os bancos fariam retaliação a essas novas empresas voltadas ao mercado financeiro, a realidade não é bem assim. Especialistas do ramo já apontam que, hoje, não é possível afirmar que as fintechs consigam se consolidar de forma a exterminar os bancos tradicionais — e isso acontece exatamente pela troca de aprendizado que tem ocorrido entre essas duas instâncias.

Com o crescimento das fintechs e sua relevância cada vez maior no mercado, as instituições financeiras tradicionais têm tentado inovar também. Isso pode ser visto, por exemplo, através das adaptações feitas para melhorar a experiência do cliente, como o fortalecimento da migração dos bancos para o ambiente online, principalmente o mobile.

No mais, as previsões são de que, devido à chegada das fintechs, estaríamos caminhando para um cenário cada vez mais ideal da relação entre usuário/cliente e as operações bancárias.

Fintechs no Brasil: como as soluções têm se manifestado no território nacional

Já falamos diversas vezes sobre como o cenário tem se mostrado promissor para as fintechs, que vêm se consolidando cada vez mais. E isso não é à toa: hoje, o Brasil se posiciona como um candidato de muito potencial nesse setor, sediando três das cem fintechs mais inovadoras do mundo, segundo a KPMG e a H2 Ventures.

Esse reconhecimento tem feito o investimento no setor acelerar, aumentando em sete vezes, entre 2016 e 2018. Consequentemente, o número de empresas do ramo aumentou: hoje as fintechs brasileiras já ultrapassam a marca de 400 empreendimentos, consolidando o Brasil como líder na lista de países com mais fintechs na América Latina.

Vantagens: porque as pessoas têm apostado tanto nas fintechs

Mas afinal, o que torna as fintechs tão especiais e benéficas? Por que tantas pessoas têm apostado e investido nessa nova modalidade do mercado financeiro?

A verdade é que as fintechs apresentam uma quantidade significativa de vantagens para todos os envolvidos em seus processos. Destacamos que a característica mais importante é a que molda toda a ideia em torno dessas startups financeiras: uma fintech se constrói de maneira a facilitar a vida financeira de seus usuários e/ou clientes.

Bancos são comumente relacionados à “dor de cabeça”. Com processos burocráticos, complicados e, muitas vezes, lentos, a maioria dos clientes vê suas instituições bancárias como um peso. As fintechs surgem, então, para mudar essa realidade, trazendo soluções mais práticas e se adequando à realidade de uma população cada vez mais conectada. Os serviços online otimizam o tempo dos usuários e evitam as famosas burocracias ligadas às instituições financeiras tradicionais. 

Exatamente por se pautar muito no ambiente online, as fintechs colocam a tecnologia a serviço do usuário e, assim, realizam processos com mais agilidade, praticidade e simplicidade. Uma vez que a grande maioria (se não todas!) as ações necessárias para abrir, movimentar e fechar sua conta, carteira ou cadastro podem ser feitas por um computador ou celular, tudo fica menos complexo. Além disso, a maioria das fintechs oferecem plataformas online por meio das quais o cliente consegue administrar suas finanças.Tudo isso por um preço bem mais justo do que o oferecido pelos bancos tradicionais.

Ou seja, se antes ao falar em bancos você logo pensava em filas, deslocamento e atrasos, hoje já é possível ter os mesmos serviços com uma qualidade maior sem nem ao menos sair de casa. Da mesma forma, se antes pensar em investimentos era pensar em processos burocráticos e complicados demais aos leigos do mercado, as fintechs mostraram que, com poucos cliques, qualquer pessoa pode se tornar um investidor!

E por falar em investir, você sabia que com apenas R$1.000,00 você já pode se tornar um investidor? Aqui neste ebook você descobre como!

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Tipos de fintechs

Uma outra qualidade super interessante das fintechs, que tem feito com que essas startups financeiras se destaquem, é o fato de se dividem em nichos diferentes. Isso é um ponto importante pois, diferente de bancos ou agências mais tradicionais, que oferecem vários serviços, uma fintech se especializa em uma função específica e, assim, consegue entregar um trabalho com maior qualidade.

Vamos passar agora por algumas das especialidades mais comuns que as fintechs podem apresentar:

Fintech de pagamentos 

Responsáveis por simplificar o processo de compra e venda, as fintechs de pagamento são, hoje, as de maior número no Brasil. A ideia é otimizar os meios de pagamento, como cartões de crédito, débito ou pré-pago.

Fintech de gestão financeira

Como o nome já sugere, este tipo de empresa se especializa na gestão de contas. Aqui você encontra soluções para o controle de despesas e orçamento pessoal ou empresarial, por exemplo.

Fintech de empréstimo e negociação de dívidas

Esta é a solução para quem procura um empréstimo com taxas de juros mais baixos e justos do que um banco tradicional.

Fintech de investimentos

Se antes o investimento financeiro era um setor bem fechado e particular de uma camada específica da sociedade, as fintechs chegaram para mudar isso. Estas empresas se baseiam nos mais avançados algoritmos para analisar e propor investimentos para o usuário.

Fintech de blockchain & bitcoin

Você deve se lembrar do boom dos bitcoins (também conhecidos como moedas virtuais). As empresas que tornaram possível esse tipo de transação foram, também, fintechs.

Fintech de seguros 

Com o aumento de empresas de seguros, a ideia de uma fintech de seguros é analisar todas as opções do mercado em questões de valores, serviços e rapidez, por exemplo. Assim, o usuário consegue uma visão mais panorâmica do que ele pode contratar sem ter o trabalho de pesquisar separadamente sobre cada empresa.

Fintech de crowdfunding

Assim como a terminologia sugere, uma fintech de crowdfunding funciona de maneira a proporcionar um investimento coletivo. Dentro dessa ideia, o crowdfunding imobiliário tem crescido e se tornado um dos carros-chefe das fintechs desse tipo!

E se você quiser saber mais sobre como o crowdfunding imobiliário funciona na prática e entender os motivos que o levaram a ser uma potência econômica, é só clicar aqui!

Como escolher a fintech certa para você

Decidir quais fintechs vão fazer parte do seu dia a dia é, assim como qualquer decisão ligada à finanças, uma escolha baseada nos seus objetivos pessoais e em pesquisas sobre o que cada empresa pode te oferecer.

Mas uma coisa é certa: com o crescimento e consolidação desse novo modelo de mercado, esta é a hora certa para você apostar em soluções mais democráticas, práticas, rápidas e modernas para o seu dinheiro, seja em questão de gestão ou de investimento. Aqui na INCO, por exemplo, você consegue fazer seu dinheiro render ao se tornar um investidor em crowdfunding de investimentos com poucos cliques (e muita segurança!).


Se fintech antes era um termo talvez um pouco nebuloso, agora ficou fácil entender porque o conceito tem sido uma das tendências mais quentes e presentes nos últimos anos.

No fim das contas, o mercado financeiro pode parecer mais complicado do que realmente é exatamente por possuir inúmeros termos e siglas desconhecidos por pessoas mais leigas na área. Pensando nisso, criamos um ebook perfeito para quem está começando a se aventurar mais por esse meio: um glossário de termos do mercado financeiro!Para ter acesso ao conteúdo é só clicar neste link ou na imagem abaixo. Boa leitura!

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