Estamos vivendo a chamada de 4ª Revolução Industrial. Isso significa que estamos em um momento em que o setor produtivo tem se voltado para soluções mais customizadas, que podem ser disseminadas em larga escala e sem precisar de serem estocadas. As grandes protagonistas desse movimento inovador têm sido as Startups e, mais recentemente, as Fintechs.

Mas, se o conceito ainda parece um pouco abstrato, vamos passar a exemplos mais práticos e que, muito provavelmente, fazem parte do seu dia a dia, para clarear as coisas!

Vamos supor que você precisa ir a um compromisso e está sem tempo para ir a um restaurante almoçar. Utilizando um aplicativo como o iFood ou o UberEats para otimizar o seu tempo, você pede uma refeição no trabalho e decide se atualizar naquela série da Netflix enquanto espera a entrega. Logo após, decide que vai pedir um transporte alternativo (utilizando aplicativos como a Uber ou o Cabify) para o local do suposto encontro e aproveita a corrida para dar uma olhada na sua situação financeira no Guia Bolso em seu celular.

Todos esses processos foram mediados por empresas que só vieram a existir graças à revolução tecnológica provinda da 4ª Revolução Industrial da qual falamos ao início do texto.

Mas o que fintech tem a ver com toda essa história?, você deve estar se perguntando. A nossa resposta é simples: assim como os mais variados mercados foram se adaptando a esse novo perfil de consumidor, que veio emergindo e se fortalecendo com o avanço da 4ª RI, o setor financeiro também deu início a uma renovação no seu modo de ser e interagir com o público—e é exatamente nesse novo modo de se portar no campo econômico que se inserem as fintechs!

Fintech: tudo o que você precisa saber sobre essa nova tendência

O conceito de fintech, no entanto, ainda está bem amplo, certo?—e o objetivo deste artigo é exatamente o contrário. Por isso, agora vamos esmiuçar a ideia de uma fintech e, logo, você vai entender os motivos que estão levando essa a ser uma tendência cada vez mais forte e presente no cotidiano brasileiro!

O que é uma fintech, afinal?

Se quebrarmos a palavra, fica mais fácil compreender seu significado: derivada da junção de origem inglesa das palavras finance e technology, uma fintech nada mais é do que uma empresa que procura reescrever sua forma de prestar serviços financeiros baseando-se inteiramente em tecnologia.

Ancorado em uma das principais motivações de uma startup, uma fintech surge a partir da ânsia de criar soluções práticas e inovadoras para as dores que um determinado público apresenta. No entanto, uma fintech se diferencia levemente de uma startup uma vez que a primeira visa englobar diferentes setores contemplados especificamente pelo mercado financeiro, enquanto a segunda já apresenta um leque maior de aplicação de ideias.

Exatamente por se sustentar em uma base de tecnologia, uma fintech consegue ser menos burocrática, mais prática e propor soluções mais inovadoras do que outras instâncias do setor financeiro tradicional. Essas são características que, por beneficiar o usuário de inúmeras formas, têm feito o público migrar, cada vez em maior peso, para esse novo tipo de empresa.

A relação das fintechs com os bancos tradicionais

Exatamente por se fazerem de serviços antes garantidos à instituições financeiras, uma dúvida comum que surge ao se dizer das fintechs é sobre sua relação com os bancos tradicionais.

Apesar de parecer quase natural um cenário onde se submeteria uma situação de retaliação dos bancos em relação a estas novas empresas voltadas para o mercado financeiro, a realidade não é bem assim. Especialistas do ramo já apontaram que, hoje, não é possível afirmar que as fintechs consigam se consolidar de forma a exterminar os bancos tradicionais—e isso tem se dado exatamente pela troca de aprendizado que tem ocorrido entre essas duas instâncias.

Com o crescimento das fintechs e sua relevância cada vez maior no mercado, as instituições financeiras tradicionais têm tentado inovar também. Isso pode ser visto, por exemplo, por meio das adaptações feitas para a melhora na experiência do cliente e do fortalecimento do movimento de migração dos bancos para o ambiente online e, principalmente, mobile.

No mais, as previsões são de que, com a chegada das fintechs, estaríamos caminhando para um cenário cada vez mais ideal da relação entre usuário/cliente e as operações bancárias.

O fintech e o Brasil: como as soluções têm se manifestado no território nacional

Já falamos várias vezes sobre como o cenário tem se mostrado promissor para as fintechs, que vêm se consolidando cada vez mais, e isso não é a toa: hoje, o Brasil se posiciona como um candidato de muito potencial nesse setor, sediando três das 100 fintechs mais inovadoras do mundo, segundo a KPMG e a H2 Ventures.

Esse reconhecimento tem feito o investimento no setor também sofrer uma acelerada, aumentando em sete vezes entre os anos de 2016 e 2018. Isso fez com que o número de empresas do ramo tenha igualmente aumentado: hoje as fintechs brasileiras já ultrapassam a marca de 400 empreendimentos, consolidando o Brasil como líder na lista de países com mais fintechs na América Latina.

Vantagens: porque as pessoas têm apostado tanto nas fintechs

Mas afinal, o que torna as fintechs tão especiais e benéficas? Porque tantas pessoas têm apostado nessa nova modalidade financeira e porque tantas outras decidem investir nessas novas empresas do ramo?

A verdade é que as fintechs apresentam uma quantidade significativa de vantagens para todos os envolvidos em seus processos. A característica mais importante, ouso dizer, é a que molda toda a ideia e idealização em torno de empresas fintechs: a empresa se constrói de maneira a facilitar a vida financeira de seus usuários e/ou clientes.

Bancos são comumente relacionados à “dor de cabeça”. Com processos burocráticos, complicados e, muitas vezes, lentos, a maioria dos clientes veem suas instituições bancárias como um peso—e essa nova modalidade chega exatamente para mudar isso.

Exatamente por se pautar muito no ambiente online, as fintechs colocam a tecnologia  a serviço do usuário e, assim, se fazem de processos com mais agilidade, praticidade e simplicidade. Uma vez que a grande maioria (se não todas!) as ações necessárias para abrir, movimentar e fechar sua conta, carteira ou cadastro pode ser feita por um computador ou celular, tudo fica menos complexo. Tudo isso por um preço bem mais justo do que os bancos tradicionais oferecem.

Ou seja, se antes pensar em bancos era pensar em filas, deslocamento e atrasos, hoje já é possível ter os mesmos serviços com uma qualidade maior sem nem ao menos sair de casa. Da mesma forma, se antes pensar em investimentos era pensar em processos burocráticos e complicado demais aos leigos do mercado, as fintechs mostraram que, com poucos cliques, qualquer pessoa pode se tornar um investidor!

E por falar em investir, você sabia que com apenas R$1.000,00 você já pode se tornar um investidor do mercado imobiliário? Aqui neste ebook você descobre como!

Tipos de fintechs

Uma outra qualidade super interessante das fintechs, que tem feito com que essas empresas se destaquem, é o fato de se dividem em nichos diferentes. Isso é um ponto importante pois, diferente de bancos ou agências mais tradicionais, que oferecem vários serviços, uma fintech se especializa em uma função específica e, assim, consegue entregar um trabalho de qualidade maior.

Vamos passar agora por algumas das especialidades mais comuns que as fintechs podem apresentar!

  • Fintech de pagamentos: responsáveis por simplificar o processo de compra e venda, as fintechs de pagamento são, hoje, as de maior número no Brasil. A ideia é otimizar os meios de pagamento, como cartões de crédito, débito ou pré-pago;
  • Fintech de gestão financeira: como o nome da sugere, este tipo de empresa se especializa na gestão de contas. Aqui você encontra soluções para o controle de despesas e orçamento pessoal ou empresarial, por exemplo;
  • Fintech de empréstimo e negociação de dívidas: esta é a solução para quem procura um empréstimo com taxas de juros mais baixos e justos do que um banco tradicional;
  • Fintech de investimentos: se antes o investimento financeiro era um setor bem fechado e particular de uma camada específica da sociedade, as fintechs chegaram para mudar isso. Estas empresas se baseiam nos mais avançados algoritmos para analisar e propor investimentos para o usuário;
  • Fintech de blockchain & bitcoin: você deve lembrar do boom dos bitcoins (também conhecidos como moedas virtuais). As empresas que tornaram possível esse tipo de transação foram, também, fintechs;
  • Fintech de seguros: com o aumento de empresas de seguros, a ideia de uma fintech de seguros é analisar todas as opções do mercado em questões de valores, serviços e rapidez, por exemplo. Assim, o usuário consegue uma visão mais panorâmica do que ele pode contratar sem ter o trabalho de pesquisar separadamente sobre cada empresa;
  • Fintech de crowdfunding: assim como a terminologia sugere, uma fintech de crowdfunding funciona de maneira a proporcionar um investimento coletivo. Dentro dessa ideia, o crowdfunding imobiliário tem crescido e se tornado um dos carros-chefe das fintechs desse tipo!

E se você quiser saber mais sobre como o crowdfunding imobiliários funciona na prática e entender os motivos que o levaram a ser uma potência econômica é só clicar aqui!  

Como escolher a fintech certa para você

Decidir quais fintechs vão fazer parte do seu dia a dia é, assim como qualquer decisão ligada a finanças, uma escolha baseada nos seus objetivos pessoais e em pesquisas sobre o que cada empresa pode te oferecer.

Mas uma coisa é certa: com o crescimento e consolidação desse novo modelo de mercado, esta é a hora certa para você apostar em soluções mais democráticas, práticas, rápidas e modernas para o seu dinheiro, seja em questão de gestão ou investimento. Aqui  na INCO, por exemplo, você consegue fazer seu dinheiro render ao se tornar um investidor no mercado imobiliário com poucos cliques (e muita segurança!).


Se fintech antes era um termo talvez um pouco nebuloso, agora ficou fácil entender porque o conceito tem sido uma das tendências mais quentes e presentes nos últimos anos.

No fim das contas, o mercado financeiro pode parecer mais complicado do que realmente é exatamente por conta de se construir mediado por inúmeros temos e siglas desconhecidos por pessoas mais leigas na área. Exatamente pensando nisso, criamos um ebook perfeito para quem está começando a se aventurar mais por esse meio: um glossário de termos do mercado financeiro!

Para ter acesso ao conteúdo é só clicar neste link ou na imagem abaixo. Boa leitura!

glossario mercado financeiro


Publicações relacionadas