Por: Mário Pereira

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O que está por trás do esperneio de Macron em relação a Amazônia?

Antes de mais nada quero deixar claro que o tema sustentabilidade é de vital importância. A humanidade precisa sim aprender a utilizar os recursos naturais preservando o planeta para as gerações futuras. Contudo…

Não se engane, nosso estilo de vida precisa de minério, petróleo, alimentos e produção de carne. Negar a necessidade do uso de recursos naturais é negar a realidade, sendo assim, vamos aos fatos (ou aos dados). O que os dados dizem…

Foi bastante explorado durante a última semana que a quantidade de incêndios vem diminuindo nos últimos 15 anos na Amazônia. Em relação a temporada de incêndios do ano passado, houve uma alta mas que não reverte a tendência de queda deste período. A condição climática cria condições para a ocorrência de incêndios, é assim no mundo inteiro, é assim por aqui.

Temos sim que nos preocupar com o aumento deste ano e nosso presidente precisa parar de colocar a culpa nos seus fantasmas, mas o showzinho do colega francês não tem nada a ver com uma preocupação real com a Amazônia.

Por que o presidente Francês ficou tão bravo?

Por trás de quase todo evento político, existe uma raiz econômica. Um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia está sendo costurado, abrindo um grande mercado para o agronegócio brasileiro, frente ao pouco competitivo setor Frances, regado a subsídios governamentais e pouco competitivo se comparado ao nosso. Não colou no G7…

A verdade é que ninguém deu muita bola para este tema na reunião do G7. Além de um comunicado de que os países ricos concordam em ajudar os países atingidos por queimadas, os temas que dominaram a reunião do G7 foram o Irã, Brexit e…

…China.

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Mais de China X EUA

A Huawei, gigante de tecnologia chinesa foi proibida de comprar componentes americanos, como semicondutores e software. De acordo com a empresa esta medida terá um impacto de US$ 10 bilhões em perda de receita na área de aparelhos para consumidores. Em um tom de ameaça, o presidente americano afirmou que “Nós não precisamos da China e, honestamente, ficaremos melhor sem ela”. Além disso, via twitter, anunciou que usaria uma lei federal para fazer cumprir sua ordem para empresas americanas cortarem seus laços com a China.

Por outro lado…

O presidente americano amenizou o tom dizendo que os dois países retomarão a agenda de negociações comerciais em breve.

E por aqui, as notícias são boas?

Com tanta notícia ruim vinda de fora, especialmente no que diz respeito a guerra comercial China X EUA, a BOVESPA fechou a semana em queda de 2,14%, com forte queda no último pregão da semana. Prevaleceu o cenário ruim vindo de fora, tanto que o dólar fechou a semana em R$ 4,12, seu maior patamar em 12 meses. Em outras palavras, a fumaça que diminui a visibilidade dos nossos mercados veio de fora, e pode ser que ainda fique um tempo contaminando os céus dos mercados por aqui. Mas…

Uma olhada mais a fundo no balanço das empresas mostra que o operacional das empresas listadas na BOVESPA melhorou de maneira geral, uma boa notícia para o futuro. E o que eu tenho a ver com isso? Bom, isso quer dizer que as empresas estão fazendo ajustes no seu lado operacional. Otimizando plantas, investindo em tecnologia, cortando despesas e melhorando seus lucros de maneira saudável. Tanto que a receita operacional cresceu acima da inflação no segundo trimestre de 2019.

Será um ano de “PIBINHO”.

O boletim FOCUS mostra que a retomada do crescimento ainda não começou. Os economistas ouvidos pelo Banco Central cortaram, mais uma vez, sua previsão de crescimento da economia para 0,8% em 2019. As previsões para o câmbio foram revisadas para R$ 3,80 e a previsão de inflação caiu para 3,65%, com previsão da SELIC a 5% em 2019.

Opinião: Nossos desafios são outros.

Em tempos de muita comunicação e pouca informação, precisamos sempre estar atentos as fontes de pesquisa para não cair em falácias replicadas por celebridades nas redes sociais.

Onde está o fogo?

Nossos senadores tentam abrandar a proposta de reforma da previdência com a apresentação de quase 130 emendas protocoladas na CCJ. Destas, pelo menos 30 tentam abrandar as condições do texto inicial, reduzindo a economia prevista com o que foi aprovado na câmara dos deputados.

As privatizações…

A proposta do governo de privatizar algumas empresas mostra uma disposição em diminuir o tamanho do estado e pode sim ser uma boa oportunidade para investir em empresas hoje mal avaliadas pelo fato de serem públicas. Em um estudo publicado pela área de análise do Bradesco estima que as ações da petroleira poderiam valer entre R$ 50 e R$ 55 com a privatização total da empresa. Isso representa um potencial de alta de 97 a 116% sobre o valor atual das ações.

Sem exaltações por enquanto…

De acordo com o ministro chefe da casa civil, Onyx Lorenzoni, tudo isso são planos, mas que a estatal petroleira ainda não foi incluída nos projetos de privatizações apresentados. Neste primeiro momento, Correios, Eletrobrás, Casa da moeda, Telebrás e Dataprev e SERPRO são as principais empresas que serão vendidas a iniciativa privada.

Bons investimentos em renda fixa, onde procurar?

Como eu disse, sempre existirão boas oportunidades de investimentos, tudo o que o investidor precisa fazer é pensar fora caixa (em alguns casos, literalmente). Deem uma olhada no trabalho que o pessoal da INCO está fazendo. Acho uma boa oportunidade de renda fixa neste cenário de SELIC baixa. Qualquer dúvida sobre esta oportunidade em renda fixa, estou à disposição.

Forte abraço e boa semana a todos….

Mário Pereira

Seu consultor de planejamento financeiro.

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