Por: Mário Pereira

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Ibovespa fecha a semana em queda

O principal indicador da bolsa brasileira encerrou a semana em queda de 2,4% na última semana. Nem mesmo a alta de 1,02% do último pregão da semana foi capaz de reverter a tendência que se iniciou na última segunda-feira.

No front externo, prevaleceram indicadores mistos da economia americana. A grande preocupação é com uma potencial recessão nos EUA. Contudo, a sexta-feira foi de alívio com a divulgação da menor taxa de desemprego dos últimos 50 anos (3,5%). Os bons dados sobre a geração de vagas também ajudaram a alta nas bolsas americanas. Trazendo alívio para o IBOVESPA na última sessão da semana.

Outra grande preocupação em relação aos Estados Unidos reside nos desdobramentos do pedido de impeachment de Donald Trump. Apesar de as chances de queda do presidente, neste momento, serem pequenas, o mercado não vai esperar para “colocar preço” na queda do líder americano.
Por aqui, as alterações que a reforma da previdência sofreu no senado, que reduziram a economia potencial em cerca de R$ 80 bilhões, ditaram o rumo dos negócios. Na quarta-feira, dia 02/10 a queda foi de 3% do principal índice da bolsa Brasileira.

Do lado do câmbio a queda na semana foi de 2,4%, na maior valorização do real frente a moeda americana nos últimos 8 meses.

Para esta semana, a expectativa ficará por conta de indicadores econômicos pesados, como o IPCA de setembro (índice oficial do BACEN para o acompanhamento das metas de inflação) e importantes indicadores de atividade nos setores de varejo e serviços. Os indicadores de atividade são importantes por medirem a intensidade das melhorias no ritmo da economia. Em relação a inflação, não é esperada nenhuma mudança no quadro atual de inflação baixa.

Fundos multimercados, a nova fronteira do investidor

Em outras edições desse newsletter, tenho falado sobre o fato de que os juros vão ficar baixos por um longo tempo e que a única forma de o investidor buscar retornos mais altos é pensando diferente das aplicações mais tradicionais.

Pois bem…

Segundo dados da ANBIMA, os fundos multimercado e de ações registraram captação positiva (aplicações – resgates) enquanto os fundos de renda fixa encerraram o último trimestre com captação negativa de R$ 1 bilhão.
Este movimento é natural frente ao cenário de queda dos juros e a manutenção da SELIC nos níveis mais baixos da história. A preferência do investidor vai mudando à medida que este cenário se consolida. Com a expectativa de o ciclo de queda dos juros ainda não tenha terminado e com o mercado ainda esperando cortes adicionais na SELIC, este movimento deve se intensificar daqui para a frente.

Independência financeira

Um conceito que vem ganhando espaço na vida de muito investidores é o de independência financeira.

Todo investimento é, em última instância, um adiamento de consumo. Você desiste de gastar seu dinheiro agora em troca de um benefício posterior. Poupar se torna, portanto, um exercício de pensar em um futuro com liberdade financeira para tomar as decisões de trabalho e investimentos sem estar pressionado pelas contas que, no final do dia, todos temos que pagar.

Como saber se estou independente financeiramente?

Em primeiro lugar, você precisa ter um profundo conhecimento e controle das suas despesas. Todos precisamos consumir bens e serviços ao longo da vida. A combinação que cada um tem das suas despesas mensais é totalmente individual e a “pizza” de gastos de cada família é influenciada por fatores como momento de vida, quem são os geradores de renda na casa e especialmente sobre como você toma as suas decisões de consumo.
Neste ponto, uma dica importante, tenha em mente que você só vai atingir a independência financeira se, ao longo da vida, gastar menos do que ganha, é um princípio simples, mas bem difícil de implementar.

As armadilhas do consumo são muitas e resistir à aquela “última oportunidade” para comprar algo que, muitas vezes, você não precisa, é uma tarefa na qual a maioria dos brasileiros falham.

Contudo, após romper esta barreira inicial, você poderá fazer o dinheiro trabalhar a seu favor. Aí o mix de ativos que vai compor o seu portfólio de investimentos deve ser adequado ao seu perfil de investidor e ao prazo de realização do seu objetivo de independência financeira.

Neste ponto, a conta é simples, a partir do momento em que a renda gerada pelos seus investimentos superar as suas despesas mensais, você pode se considerar independente financeiramente. Aqui é uma questão de prazo e valor, cada um terá uma conta própria, mas a essência é a mesma para qualquer investidor.

Se quiser ajuda para definir este plano para você, estou à disposição.

Forte abraço e boa semana

Mário Pereira
Seu consultor de planejamento financeiro.